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quarta-feira, 20 de julho de 2016

Distúrbios Hemodinâmicos

São distúrbios que afetam, de alguma forma, a circulação sanguínea de um indivíduo, levando-o a um quadro patogênico.

São eles: isquemia, infarto, trombo, êmbolo, hiperemia, aterosclerose, edema, choque e hemorragia. 

  • Isquemia

É a deficiência no suprimento sanguíneo por diminuição da luz das artérias, arteríolas ou capilares a determinado tecido ou órgão. Pode ocorrer por causas funcionais como hemorragia ou por causas mecânicas como obstrução vascular. As consequências dependem do tipo de tecido afetado, da eficiência da circulação colateral, da velocidade com que se instala e do grau de redução do calibre da artéria afetada em casos de obstrução.


  • Infarto 
É a necrose resultante da interrupção do fluxo sanguíneo arterial ou venoso; pode ser branco, vermelho e séptico.

  • Trombo

É a massa sólida formada pela coagulação sanguínea, enquanto trombose é a solidificação dos constituintes do sangue. Pode ser arterial ou venoso, mas é mais frequente nas veias pelo seu calibre menor.

Para falar de trombo, precisamos falar da Tríade de Virchow. Essa tríade consiste em alterações no fluxo sanguíneo, lesão endotelial e hipercoagulabilidade do sangue.



  • Êmbolo

É uma massa intravascular sólida, líquida ou gasosa que é carregada pelo sangue até um local distante de seu ponto de origem.

O êmbolo pode ser classificado em sólido, líquido e gasoso. Exemplificando, uma tromboembolia é um êmbolo sólido oriundo de um trombo. A embolia gordurosa é um exemplo de êmbolo líquido causado pela junção de gotículas de medula óssea e sangue, enquanto um êmbolo gasoso pode ser formado em mergulhadores que voltam a superfície de maneira incorreta.

  • Hiperemia

É o aumento da concentração de sangue num determinado órgão ou parte dele com dilatação vascular.

A hiperemia pode ser ativa/arterial ou passiva/venosa/congestão. A hiperemia ativa é ainda subdividida em fisiológica ou patológica e a passiva em local ou sistêmica.

Quando há aumento do fluxo sanguíneo por aumento da pressão arterial (PA) ou diminuição da resistência pré-capilar, há uma hiperemia ativa. Ela é fisiológica por aumento da demanda funcional ou patológica por liberação de mediadores químicos inflamatórios.

Quando há aumento do fluxo sanguíneo por diminuição da drenagem venosa ou aumento da resistência pós-capilar, há uma hiperemia passiva. Ela é local se afetar apenas um vaso sanguíneo específico e sistêmica se gerar uma estase em toda circulação.

  • Edema

Esse distúrbio é caracterizado por um acúmulo excessivo de líquido no interstício ou em cavidades do organismo.

O edema pode ser inflamatório (exsudato – alto teor de proteínas em consequência do aumento da permeabilidade vascular) ou não inflamatório (transudato – baixo teor de proteínas devido a preservação da permeabilidade vascular).

Os principais fatores para que ocorra o edema são:
1 - aumento da pressão hidrostática que determina uma maior saída de fluido do capilar para o interstício; a partir do momento em que a capacidade dos vasos linfáticos de retornar o líquido em excesso para a circulação sanguínea é ultrapassada, teremos o desenvolvimento de edema.
2 - diminuição da pressão oncótica: quando há diminuição dessas proteínas reguladoras da pressão, há aumento da permeabilidade, causando o edema.
3 - obstrução linfática causará o aumento da permeabilidade.
4 - retenção de Na e H2O por consequência de alterações na bomba de Na/K
5 - aumento da permeabilidade vascular por eventos inflamatórios.

  • Hemorragia

Ao extravasamento de sangue por ruptura de vaso para o meio externo ou cavidades dá-se o nome de hemorragia.

A hemorragia pode ocorrer por traumatismos, aterosclerose, neoplasia etc.

Morfologicamente, há formação de petéquias, púrpura, equimose e hematoma.

Como consequências podem ocorrem hipovolemia, isquemia local e morte.

  • Aterosclerose


É causada, principalmente, por LDL que se adere na camada íntima do vaso sanguíneo e forma cristais. A partir daí, os cristais são reconhecidos como antígenos e os macrófagos tentam fagocitá-los, mas não conseguem fazer a digestão e morrem, liberando enzimas lisossômicas que recrutam células inflamatórias, diminuindo a luz dos vasos e aumentando a pressão arterial.

  • Choque


É uma alteração circulatória aguda e rápida que, geralmente, leva ao óbito.

Caracteriza-se pela incapacidade do sistema circulatório de manter a irrigação sanguínea adequada à microcirculação com consequente perfusão inadequada de órgãos vitais causando uma hipóxia. Logo, o choque causa hipoperfusão sistêmica pela redução do débito cardíaco (DC) e do volume de sangue circulante.

Há cinco tipos de choque: 2 da macrocirculação e 3 da microcirculação, respectivamente:

1 - Cardiogênicoalterações no miocárdio que impossibilitam que o coração bombeie adequadamente o sangue (ex: infarto, insuficiência cardíaca esquerda)

2 - Hipovolêmico - diminuição de líquidos do organismo, diminuição do retorno venoso e do DC (ex: hemorragia, desidratação por queimadura)

3 - Sépticobactérias, principalmente Gram negativas , liberam endotoxinas que promovem uma vasodilatação, diminuindo o retorno venoso e o DC

4 - Anafilático em respostas alérgicas acentuadas onde há aumento da liberação de vasodilatador (histamina) que diminui o retorno venoso e o DC

5 - Neurogênico resposta vasomotora com vasodilatação, diminuindo o retorno venoso e o DC (ex: anestesia peridural)

O choque possui três estágios:
1 - Inicial perfusão é mantida e há ativação de mecanismos reflexos compensatórios
2 - Progressivo hipoperfusão tecidual e início dos desequilíbrios circulatórios
3 - Irreversível - inicia-se após lesões celulares tão graves que, mesmo que os defeitos hemodinâmicos sejam corrigidos, a sobrevivência não é possível .

segunda-feira, 11 de julho de 2016

síndrome de turner

Síndrome de Turner


A síndrome de Turner é bastante rara e ao contrário da síndrome de Klinefelter afeta apenas indivíduos de sexo feminino e não possui cromatina sexual, são monossomicos, ou seja, em exames de seu cariótipo revelou a presença de 45 cromossomos, sendo que do par dos sexuais há apenas um X. Sendo seu cariótipo representado por 45,X.


fonte:internet

Característica do Portador

Quando adultas apresentam geralmente baixa estatura, não mais que 150 cm; linha posterior de implantação dos cabelos baixa (na nuca) ; pescoço alado; retardamento mental; genitálias permanecem juvenis; ovários são atrofiados e desprovidos de folículos, portanto, essas mulheres não procriam, exceto em poucos casos relatados de Turner férteis; devido à deficiência de estrógenos (hormônio feminino) elas não desenvolvem as características sexuais secundárias ao atingir a puberdade, sendo, portanto, identificadas facilmente pela falta desses caracteres; assim, por exemplo, elas não menstruam (isto é, tem amenorréia primária); grandes lábios despigmentados; pêlos pubianos reduzidos ou ausentes; desenvolvimento pequeno e amplamente espaçados da mamas ou mamas ausentes; pelve andróide, isto é, masculinizada; pele frouxa devido à escassez de tecidos subcutâneos, o que lhe dá aparência senil; unhas estreitas; tórax largo em forma de barril; anomalias renais, cardiovasculares e ósseas No recém nascido, há freqüentemente edemas nas mãos e no dorso dos pés, que leva a suspeitar de anomalia.

fonte: internet

tratamento

terapias hormonais 

As reposições hormonais são os principais tratamentos para síndrome de Turner. A terapia do hormônio de crescimento é recomendada para a maioria dos casos. O objetivo é aumentar a altura tanto quanto possível durante a infância e adolescência. O tratamento com hormônio de crescimento geralmente é dado várias vezes por semana, como injeções de somatropina.

tratamento especifico

Por causa da variedade de sintomas e complicações, outros tratamentos são adaptados para resolver problemas específicos da paciente. 
A equipe de cuidados para síndrome de Turner incluir alguns ou todos esses profissionais:

  • Endocrinologista
  • Cardiologista
  • Ginecologista
  • Ortopedista
  • Otorrinolaringologista
  • Dentista
  • Oftalmologista
  • Psicólogo ou psiquiatra
  • Geneticista.


segunda-feira, 20 de junho de 2016

Lisossomos

 

O que são ?

    Lisossomos são organelas presentes no citoplasma da grande maioria das células eucariontes. No interior dos lisossomos podemos encontrar grande quantidade de enzimas digestivas.

Onde são formados

   Os lisossomos são formados no Complexo de Golgi (outra importante organela presente no citoplasma).



Funções dos lisossomos: 
  
  •  Fazer a degradação e digestão de partículas originárias do meio exterior às células;

  •  Reciclar (função de renovação celular) outras organelas celulares que estão envelhecidas. Este processo é conhecido como autofagia. 
Enzimas digestivas dos lisossomos

   As enzimas digestivas presentes em grande quantidade no interior dos lisossomos, são originadas no retículo endoplasmático rugoso (outra organela presente no citoplasma).


 

Complexo de Golgi

Complexo de Golgi

O que é o complexo de Golgi?

      O Complexo de Golgi é a parte diferenciada do sistema de membranas no interior celular, que se encontra tanto nas células animais quanto nas células vegetais. Esta organela celular se localiza entre o retículo endoplasmático (RE) e a membrana plasmática.



Localização e composição do complexo de Golgi

     O complexo de Golgi situa-se próximo do núcleo celular e é formado por unidades, os dictiossomas, que estão ligados entre si. Cada dictiossoma é composto por um conjunto de sacos ou cisternas discóides e aplanadas, cercadas de vesículas secretoras de diversos tamanhos. Cada dictiossoma agrupa, em média, seis cisternas, entretanto, em alguns casos, esta quantidade pode atingir cinco vezes mais. O número de dictiossomas pode variar desde  poucas unidades até algumas centenas, isto ocorrerá de acordo com a função realizada pelas células eucariotas.

Função

      A função mais importante do Complexo de Golgi é a secreção das proteínas produzidas no retículo endoplasmático rugoso. Durante este processo, as membranas das vesículas se juntam com a membrana plasmática de tal maneira, que esta se regenera.

Secreção de enzimas digestivas 

       As enzimas digestivas do pâncreas, por exemplo, são produzidas no RER e levadas até as bolsas do aparelho de Golgi, onde são empacotadas em pequenas bolsas, que se desprendem dos dictiossomos e se acumulam em um dos pólos da célula pancreática. Quando chega o sinal de que há alimento para ser digerido, as bolsas cheias de enzimas se deslocam até a membrana plasmática, fundem-se com ela e eliminam seu conteúdo para o meio exterior.
A produção de enzimas digestivas pelo pâncreas é apenas um entre muitos exemplos do papel do aparelho de Golgi nos processos de secreção celular. Praticamente todas as células do corpo sintetizam e secretam uma grande variedade de proteínas que atuam fora delas.



Link: <http://www.sobiologia.com.br/conteudos/Citologia/cito19.php>



                             Citoesqueleto


Definição, composição do citoesqueleto, funções na célula, proteínas


O que é?

O citoesqueleto é uma estrutura celular, espécie de rede, composta por um conjunto de três tipos diferentes de filamentos proteicos.  São eles: microtúbulos, filamentos intermediários e microfilamentos.

Composição:

O citoesqueleto é composto por duas proteínas : ACTINA e TUBULINA.

Características principais 
  • Microtúbulo:(tubos ocos e compridos) são maiores do que os demais componentes do citoesqueleto. São eles os responsáveis tanto pela forma celular quanto pela movimentação que ocorre nas células. Agem também na movimentação dos cílios e flagelos.
    

  • Filamentos intermediários: Estão no meio termo, em relação a sua forma, se comparados com os microtúbulos e microfilamentos. Sendo mais grosso do que os microfilamentos e mais fino do que os microtúbulos. Tem a função de manter as organelas celulares em seus lugares.






  • Microfilamentos: Ajudam a manter o vigor e a forma celular; dão suporte mecânico e colaboram na movimentação; contribuem com funções da membrana plasmática; agem na contração muscular; migração de células embrionárias; combate a infecções e nos processos de cicatrização da pele.



                                                  

                                                                Funções na célula


  • Manutenção e organização celular, tanto em sua forma quanto em seu conteúdo. É responsável também pela movimentação das células;

  •  Dá forma a célula;

  •  Possibilita o movimento circular do citoplasma no interior da célula, atuando no processo de transporte de substâncias;

  • Permite a união das células;

  •  O citoesqueleto das células presentes nos músculos atua do processo de contração muscular;

  • Formação e movimentação de flagelos e cílios;

  •  Em amebas e algumas espécies de protozoários, o citoesqueleto é responsável pela movimentação ameboide.

  •  No processo de divisão celular, participam da movimentação dos cromossomos.

segunda-feira, 23 de maio de 2016

Lesões Celulares Reversível e Irreversível

 As lesões celulares acontecem quando as células foram expostas a um estresse tão severo que perdem a  capacidade de se adaptar. Essa lesão pode progredir para um estágio reversível ou acabar em morte celular.

Lesões Reversíveis: Permitem que a célula lesada, após a retirada do agressor, volte a ter aspecto e funções normais. As formas das lesões reversíveis dependem do tipo, da duração e da intensidade das agressões, do tipo de célula lesada e do seu estado metabólico. Os dois principais tipos de lesão celular reversível são o edema e a esteatose.


Edema: Aumento do fluxo intersticial, provocando inchaço. É constituído por uma solução aquosa de sais e proteínas do plasma, cuja exata composição varia com a causa do edema. O equilibrio do fluido intersticial é determinado pelo equilíbrio da homeostase de fluidos.O edema ocorre devido a cinco causas patológicas:pressão hidrostática elevada, pressão oncótica reduzida, obstrução linfática, retenção de sódio ou inflamação. O equilibrio entre a pressão oncótica e hidrostática torna normal a geração do fluido intersticial. Sendo assim, qualquer coisa que eleve a pressão oncótica fora dos vasos sanguíneos, como a inflamação ou baixe a pressão oncótica, como a cirrose, causará edema.


 Existem três tipos de endema:



  •  Edema comum : Constituído de água e sal, quase sempre localizado.


                                                





  • Linfedema: Tem a formação no acúmulo de linfa. Nesses casos, os canais linfáticos estão obstruídos ou foram destruídos, como nas retiradas de gânglios na cirurgia de câncer do seio.                                                                                      

 Mixedema: Tem características especiais: é duro e com aspecto da pele opaca, ocorrendo nos casos de hipotireoidismo. No mixedema, além da água e sais, há acúmulo de proteínas especiais produzidas no hipotireoidismo.


  • Esteatose: Também chamado de degeneração gordurosa é o acúmulo de lipídeos no citoplasma de células parenquimatosas, hepatócitos e fibras do miocárdio. Normalmente não são evidenciados histologicamente lipideos mas, nos casos de esteatose os lipídeos formam vacúolos nas células. A maioria dos casos de estatose se dá no fígado, por este órgão ser diretamente relacionado ao metabolismo lipídico





Lesões Irreversíveis: Ocorre quando o estímulo agressor é muito prolongado e intenso e culmina a na morte celular. Como os sistemas celulares são interligados, qualquer que seja o ponto inicial da lesão celular, normalmente com o passar do tempo, todos os sistemas das células serão atingidos. Entre s sistemas mais vulneráveis, destacam-se quatro:

  • Membranas: Estas tem a integridade diretamente ligada ao controle de substâncias que entram e saem das células.
  • Respiração Aeróbica: Desta, dependem os sistemas que utilizam energia (membranas).
  • Síntese Proteica: Produz proteinas estruturais, proteinas e outras.
  • Aparato genético da célula: Importante para a manutenção da síntese proteica. 

Existem dois tipos de Morte Celular:


  • Necrose: Manifestação final de uma célula que sofreu lesão irreversível. As células que sofreram ncrose são incapazes de manter a integridade da membrana. Os fatores relacionados a agressões que venham a ocasionar necrose podem ser físicos,quimicos ou biológicos. Os principais tipos de necrose são:
  • Necrose Isquêmica: Ocorre quando há uma isquemia do tecido.É determinada pela desnaturação das proteinas celulares que acontece com a diminuição do Ph, durante o processo de isquemia. O citoplasma após a isquemia torna-se eosinófilico, as enzimas são desnaturadas e a arquitetura das céulas é mantida até a remoção dese tecido por leucócitos. 
  •  Necrose gangrenosa: É um tipo de necrose isquêmica que acontece na extremidade dos membros que perderamo suprimento sanguíneo. Quando esse tipo de necrose acontece juntamente com a infecção por uma bactéria é modificada pela liquefação, tornando-se uma gangrena úmida.
  • Necrose Gordurosa: Ocorre semre que há um extravasamento de enzimas lipolíticas para o tecido adiposo, gerando uma liquefação de adipocitos e quebra das ligações estericas de triglicerides, liberando ácidos graxos que formam uma reação de saponificação ( ácidos graxos combinados com íons Ca++ cercado por reação inflamatória) formando áreas esbranquiçadas no tecido adiposo.



Apoptose:  Processo essencial para a manutenção do desenvolvimento dos seres vivos, sendo importante para eliminar células supérfluas ou defeituosas. Durante a apoptose, a célula sofre alterações morfológicas características desse tipo de morte celular. Tais alterações incluem a retração da célula, perda de aderência com a matriz extracelular e células vizinhas, condensação da cromatina, fragmentação internucleossômica do DNA e formação dos corpos apoptóticos.é um dos participantes ativos da homeostase no controle do equilíbrio entre a taxa de proliferação e degeneração com morte das células, ajudando na manutenção do tamanho dos tecidos e órgãos.